
O tempo passa e as experiências crescem e a única conclusão que tiro de todos os envolvimentos que tive até hoje é que não passaram de meras ilusões! Não queria de todo generalizar e criticar a classe masculina, pois talvez tenha tido azar ou tenha feito escolhas erradas… O que é certo é que todo o encantamento que senti e me fizeram sentir não passou de uma ilusão.
Não entendo porque é que “os homens” dão tanto quando me conhecem, elogiam, dizem que sentem isto e aquilo e depois de me terem encantado fogem. Parece que sou um troféu… depois da conquista arruma-se na prateleira e segue-se a próxima! Qual é a necessidade de exacerbar sentimentos que não passam de uma mentira? Alguém que me explique! Será que eles sabem o peso das palavras? Não seria mais verdadeiro dizer “gosto de estar contigo” ao invés de um “gosto de ti”. Para quê iludir as pessoas com farsas? Onde é que está o respeito? Porquê fazer promessas para um futuro quando ainda não há certezas? Para quê dar segurança quando se está inseguro?!
Oh raiva!
Os anos passam e as histórias repetem-se! Onde está a excepção à regra? Anseio tanto por viver algo real…
Pergunto-me se o problema estará em mim, nesta minha forma de encarar a vida e os sentimentos, nesta entrega total às ditas ilusões… Não quero deixar de ser assim, por mais que doa no final e por mais dura que seja a desilusão. Quero continuar a acreditar que existe por aí alguém em busca do mesmo “amor incondicional”, que valorize a minha rendição ao outro ser, ao sentimento, às palavras que são trocadas, aos gestos, à companhia, ao respeito, a tudo o que nos envolva. Essa pessoa existe, eu sei! Chamem-me inocente, chamem-me a eterna romântica, chamem-me o que quiserem!
Se o amor entre um homem e uma mulher não fosse tão essencial para o ser humano, então o “normal” seria haver mais pessoas solteiras do que comprometidas, certo? E não me venham com as tretas da “procriação”, pois hoje em dia uma mulher não precisa de um homem (ao seu lado) para ter filhos. É a lei da vida, sim. Mas o companheirismo, o sentimento entre dois seres é superior a ela. Acredito que a indispensabilidade da partilha de uma vida com outro ser humano seja uma necessidade tão básica como outras de nível fisiológico. O mundo está em constante mudança, muitos dos valores das antigas gerações não são os mesmos da geração de hoje, mas a necessidade referida mantém-se desde as eras mais remotas. O amor não nasceu ontem, sempre existiu. Assim sendo, respondo-me a mim mesma que o problema não pode estar em mim. Eu sim estou correcta! Sei o que quero, o que preciso e, acima de tudo, o que mereço.
Se ainda não sei o que é “amar” um homem não foi por falta de empenho da minha parte, muito menos de entrega. E se há coisa para a qual não tenho paciência é para esses jogos do “não podes dar demais se não perdes o interesse”, “tens de dar para trás”, “tens que fazer isto e aquilo”! Não, não tenho nada, porque eu procuro estabilidade emocional e gosto de me sentir especial, importante, adorada pela outra pessoa. Por isso não quero jogos! Quero entrega! Quero companheirismo! Quero alguém que busque o mesmo que eu! Bata as vezes que bater com esta cabecinha, chore o que tenha de chorar, erre o que tenha de errar, a luta vai continuar e o medo da mágoa vai ser bem escondido pois quando houver uma próxima pessoa vou sorrir e acreditar da mesma forma como se fosse a primeira vez!
Um dia vou passar da fase “estar apaixonada” para a fase “amar incondicionalmente”! (E aqui surgiu uma boa frase Nicola ahahaha)

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