segunda-feira, 30 de abril de 2007
Deixem-me sonhar
Qual será a distância do querer ao poder querer?
Qual será o melhor caminho para alcançar um sonho?
Qual será a opção correcta: acreditar na possibilidade ou na realidade do impossível?
Quase todos os dias o nosso pensamento é percorrido por muitas dúvidas, mas esquecemo-nos que quase todas elas não são nada mais nada menos que a luta entre a consciência e o coração. É triste eles não viverem em sintonia não é? Ela é cobarde. Ele sonha.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Uma colisão de sentimentos

Foto: imagem do filme Crash
Todos nós adoramos conversar com os nossos amigos sobre nós mesmos. Penso que é mais fácil para o outro conhecer-nos, do que nós nos conhecermos a nós próprios. Pelo menos comigo acontece. Por vezes quando alguém faz uma descrição sobre mim eu fico a conhecer aspectos da minha personalidade que não fazia ideia existirem.
Eu, quem sou eu?
Não, não vou escrever um texto sobre mim, nem sobre ninguém, pelo menos em específico. Não é essa a ideia.
Já deram conta de quantas vezes disseram a alguém “tens uma força invejável”. Penso que todos aqueles que vivem situações difíceis e as ultrapassam com coragem podem ser chamados de “fortes”, mas no fundo todos eles são invadidos por medo, tristeza, fraqueza... E quanto mais forte a pessoa se tentar mostrar, mais desamparada está ela, vos garanto.
Quantas e quantas vezes não basta um abraço, um sorriso, meia dúzia de palavras repletas de sentimento vindas de alguém que gostamos para nos sentirmos melhor. É tão bom termos amigos com quem podemos contar. Não me consigo imaginar sem um amigo com quem desabafar, sem um amigo a quem abraçar. Os amigos são mesmo o alimento que me dá vida.
Também sabe bem ouvir alguém dizer o quanto se orgulha de nós, principalmente quando é uma pessoa que nos viu crescer e seguiu todo o percurso que fizemos ate chegarmos onde estamos. Mas nem sempre temos esse prazer, pois a maior parte das vezes aqueles que estão mais próximos esquecem-se de nos dizer que gostam de nós, quanto mais valorizar os nossos actos.
Pais e mães que ignoram os filhos. Filhos e filhas que ignoram os pais. Avós que só sabem criticar a terceira geração em vez de abraçarem os netos que fazem parte dela. Nunca ninguém se lembra destas pequenas atitudes a não ser, às vezes, quando a morte bate à porta e é ponderada a quantidade de palavras que ficaram por dizer.
Tudo aquilo que mais queria era sentir o orgulho daqueles que me são próximos e a única coisa que ouço são criticas, estas sem fundamento.
Todos os meus amigos valorizam a pessoa que sou, e tu, tu que me devias conhecer melhor que ninguém, pois criaste-me, limitas-te a dizer-me que sou um fardo. Fardo esse, relembro-te, que te colocou pão e água na mesa por muito, mas muito tempo.
É triste quando lutamos por sonhos que são nossos e por sonhos que são deles, e nem aos nossos nem aos deles eles sabem dar valor.
Eu amo a minha família. Aquela família que a vida me deu a escolher. Os amigos!
Eu, quem sou eu?
Não, não vou escrever um texto sobre mim, nem sobre ninguém, pelo menos em específico. Não é essa a ideia.
Já deram conta de quantas vezes disseram a alguém “tens uma força invejável”. Penso que todos aqueles que vivem situações difíceis e as ultrapassam com coragem podem ser chamados de “fortes”, mas no fundo todos eles são invadidos por medo, tristeza, fraqueza... E quanto mais forte a pessoa se tentar mostrar, mais desamparada está ela, vos garanto.
Quantas e quantas vezes não basta um abraço, um sorriso, meia dúzia de palavras repletas de sentimento vindas de alguém que gostamos para nos sentirmos melhor. É tão bom termos amigos com quem podemos contar. Não me consigo imaginar sem um amigo com quem desabafar, sem um amigo a quem abraçar. Os amigos são mesmo o alimento que me dá vida.
Também sabe bem ouvir alguém dizer o quanto se orgulha de nós, principalmente quando é uma pessoa que nos viu crescer e seguiu todo o percurso que fizemos ate chegarmos onde estamos. Mas nem sempre temos esse prazer, pois a maior parte das vezes aqueles que estão mais próximos esquecem-se de nos dizer que gostam de nós, quanto mais valorizar os nossos actos.
Pais e mães que ignoram os filhos. Filhos e filhas que ignoram os pais. Avós que só sabem criticar a terceira geração em vez de abraçarem os netos que fazem parte dela. Nunca ninguém se lembra destas pequenas atitudes a não ser, às vezes, quando a morte bate à porta e é ponderada a quantidade de palavras que ficaram por dizer.
Tudo aquilo que mais queria era sentir o orgulho daqueles que me são próximos e a única coisa que ouço são criticas, estas sem fundamento.
Todos os meus amigos valorizam a pessoa que sou, e tu, tu que me devias conhecer melhor que ninguém, pois criaste-me, limitas-te a dizer-me que sou um fardo. Fardo esse, relembro-te, que te colocou pão e água na mesa por muito, mas muito tempo.
É triste quando lutamos por sonhos que são nossos e por sonhos que são deles, e nem aos nossos nem aos deles eles sabem dar valor.
Eu amo a minha família. Aquela família que a vida me deu a escolher. Os amigos!
terça-feira, 17 de abril de 2007
The voice of my soul

Finalmente descobri a voz da minha alma. Os sons da sua fala. Os acordes da sua transpiração. As frases da sua paixão.
Se cada vez que quisesse dizer algo a alguém e não me soubesse expressar saberia exactamente a quem recorrer. Porque cada vez que ouço a sua voz escuto-me. Cada vez que leio os seus poemas leio-me.
Ela faz-me chorar. Faz me sorrir. Ela mostra-me que estou viva, pois cada vez que a ouço sinto-a. Sinto-a dentro de mim, nas entranhas mais profundas. Dá vontade de me ferir, a mim mesma, de tanta dor que ela me provoca, mas sorrio de tanto prazer que isso me proporciona.
Porque ela sussurra-me ao ouvido as palavras que mais gosto de ouvir e por vezes de dizer. Palavras essas embaladas por sons que conjugados com as nossas duas almas juntas se tornam perfeitos, únicos.
A voz é masculina, mas não tem um tom grave. É sim uma entoação melódica, aguda, forte.
A paixão com que ela é atirada ao exterior nem parece vinda de um homem. É tão feminina. Tão minha.
Pergunto-me como pode uma voz assim ser tão delicada, tão penetrante…
Estou viciada.
Ela é a minha droga.
E agora? Existe algum meio de desintoxicação para ela?
Existe maneira de largar PLACEBO?
Se cada vez que quisesse dizer algo a alguém e não me soubesse expressar saberia exactamente a quem recorrer. Porque cada vez que ouço a sua voz escuto-me. Cada vez que leio os seus poemas leio-me.
Ela faz-me chorar. Faz me sorrir. Ela mostra-me que estou viva, pois cada vez que a ouço sinto-a. Sinto-a dentro de mim, nas entranhas mais profundas. Dá vontade de me ferir, a mim mesma, de tanta dor que ela me provoca, mas sorrio de tanto prazer que isso me proporciona.
Porque ela sussurra-me ao ouvido as palavras que mais gosto de ouvir e por vezes de dizer. Palavras essas embaladas por sons que conjugados com as nossas duas almas juntas se tornam perfeitos, únicos.
A voz é masculina, mas não tem um tom grave. É sim uma entoação melódica, aguda, forte.
A paixão com que ela é atirada ao exterior nem parece vinda de um homem. É tão feminina. Tão minha.
Pergunto-me como pode uma voz assim ser tão delicada, tão penetrante…
Estou viciada.
Ela é a minha droga.
E agora? Existe algum meio de desintoxicação para ela?
Existe maneira de largar PLACEBO?
My tribute to Brian Molko from Placebo
PS: Hoje é o Dia Mundial da Voz e, quer acreditem ou não, só o descobri uns minutos após ter publicado este texto! Vá-se lá entender esta minha queda para as coincidências...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
A minha Nação anti-Prozac
Ao olhar em redor vejo uma nação viciada em Prozac. Médicos que se tornam dealers ao receitarem anti-depressivos. E um filme que demonstra isso mesmo.
Em qualquer parte do mundo vemos pessoas a darem espaço à tristeza, a darem lugar a lágrimas constantes. Fecham as portas a qualquer aresta de felicidade que possa querer entrar. A única coisa que vêem à sua frente é o mal que a vida pode oferecer e oferece. Esquecem que existe o lado bom.
Uma rua suja, vitrinas com roupas que ninguém pode comprar, pontas de cigarros em cada centímetro de chão, cafés com esplanadas cheias… é a imagem que muitos vemos diariamente. Ao caminharmos entre tudo isto observamos sorrisos, gargalhadas, abraços, olhares… e pensamos nós que estas pessoas são felizes. Serão mesmo? Aquilo que eu vejo é um disfarce constante. Olhos que não mentem. Pessoas que sorriem na rua e em casa derramam lágrimas sangrentas. Gente que pensa todos os dias em encostar uma lâmina aos pulsos.
Mas em que mundo vivemos nós?
Serei eu uma farsa?
Parece que não encaixo nesta Nação Prozac.
Por mais dor que sinta, por mais escura que pareça esta saída, por mais difícil que pareça aceitar uma perda, eu não me consigo sentir infeliz na totalidade do termo. Não aceito derrotas daqueles que me rodeiam. Não suporto conversas depressivas. Odeio ouvir alguém queixar-se disto e daquilo tendo em conta que o mal de que se queixam não é sequer comparável ao que já passei um dia.
Toda a dificuldade que se me apresenta é ultrapassada por mim com sabor de vitória. Todos os erros que cometi são enaltecidos. Todo o meu passado é responsável pela pessoa que sou no presente.
Não é de valorizar tudo isto? É o mal que nos fortalece! É a tristeza que nos faz saborear a alegria.
Muitos são os sonhos que não consegui realizar. Sentimentos que se perderam com o tempo, outros que por mais que devessem não se perdem. Mas, não é isto parte do chamado “viver”?
Não me venham com histórias de que a sociedade não vos aceita. Quem não se aceitar a si próprio nunca irá ser aceite por ninguém!
Sinto muito não ter paciência para ouvir aqueles que recorrem ao meu ombro quando se sentem tristes. Deixei de ter paciência para melodramas sem fundamento. Não suporto ouvir alguém dizer que ama este ou aquele quando no fundo não sabem sequer o significado do verbo amar. Pessimismo não é comigo.
Sinto muito que eu não encaixe nesse vosso “mundinho” triste.
Prefiro ser diferente.
Renuncio à vossa Nação Prozac.
Estas palavras foram dedicadas ao Joel.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Liberta-te
Julgava eu que não iria encontrar assunto para um novo texto.
Que tudo o que iria sair dos meus dedos não teria o gosto amargo da paixão que outrora descrevia.
Enganei-me.
Continuo apaixonada, cada vez mais, pela vida linda que é esta, a que vivemos.
Um acordar com um raio de sol escondido entre uma aresta da janela. Um som de fundo que uma espécie voadora tende caracterizar cada amanhecer. Uma vontade enorme de respirar o exterior. Um passeio por caminhos percorridos por borboletas a poisar em flores magníficas que por vezes ignoramos existirem.
A isto se chama viver.
Mas o melhor deste acto é sabermos que o podemos partilhar com outras espécies do nosso ser. É podermos saborear uma conversa com alguém com quem nos identificamos, com quem partilhamos algo.
Adoro esta troca de palavras, toques, saberes com aqueles a quem chamo amigos.
Amo sentir-me importante para alguém. Orgulho-me quando me confiam segredos. Sorrio quando se lembram de mim. Mando sorrisos quando me lembro de alguém.
É tão bom ser quem sou, como sou e onde sou.
Cada partícula de cada pedaço de cada segundo de cada dia de cada ano de cada ser é algo indescritível.
Todos os que sabem dar valor a cada pedacinho de Céu que existe na Terra podem-se considerar felizes!
Qual crise, qual economia falida, qual governo incompetente, qual amor não correspondido, qual azar menos feliz, qual sorte menos sortuda. Qual quê?!
Estar-se vivo é o primeiro passo para a tão desejada felicidade.
Amo-te, a ti que me lês e me consideras tua amiga.
domingo, 1 de abril de 2007
Uma prisão sem grades
The missing piece of the puzzle
Foto: www.deviantart.comDe repente apercebi-me que estava a comparar a minha vida ao puzzle que tinha em cima da mesa.
Cada dia, uma peça que encaixa.
Muitas vezes espaços vazios são ocupados com peças erradas. Recomeçamos. Substituímos peças, ocupamos espaços. Voltamos a enganar-nos. Voltamos a corrigir o erro. Parece um círculo vicioso, mas no fundo é apenas aquilo a que chamamos VIVER.
Uma peça que teima a não encaixar.
Passamos anos a procurá-la e esquecemo-nos de ir completando o puzzle com as restantes.
É caso para dizer “e o resto, eram pequenos nadas”.
Cada dia, uma peça que encaixa.
Muitas vezes espaços vazios são ocupados com peças erradas. Recomeçamos. Substituímos peças, ocupamos espaços. Voltamos a enganar-nos. Voltamos a corrigir o erro. Parece um círculo vicioso, mas no fundo é apenas aquilo a que chamamos VIVER.
Uma peça que teima a não encaixar.
Passamos anos a procurá-la e esquecemo-nos de ir completando o puzzle com as restantes.
É caso para dizer “e o resto, eram pequenos nadas”.
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