quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Antes de procurares alguém, encontra-te!


Passei tantos anos a procurar alguém que me esqueci de me encontrar.
Creio que só somos capazes de amar genuinamente alguém quando olhamos para outro ser como um suplemento e não como um complemento.
Suplemento deriva de acréscimo.
Complemento deriva de acabamento.
A diferença exacta está entre quem ama por sentimento e quem ama por necessidade. Uma pessoa insatisfeita consigo própria nunca conseguirá a paz interior necessária para viver um amor incondicional. A carência leva à criação de expectativas. Essa pessoa irá sempre correr em busca de mais, irá exigir sempre mais do companheiro pois pensa que é ele quem está em falta, quando no fundo, o problema é simplesmente ela não se ter encontrado.
Quem nada espera, tudo tem. O que vem a mais é um apêndice chamado AMOR, amor verdadeiro.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vivo bem com a pele que tenho!

Img: DkPasso's Blog

Por vezes perdemos demasiado tempo a ponderar os nossos actos. Pedimos conselhos aos mais próximos sobre como agir perante dada situação, especialmente se esta envolver outra pessoa. Não é de todo errado! Por norma, procuro sempre uma opinião a quem está de fora se achar que sozinha não consigo entender o comportamento de alguém que me é próximo.

O que acontece muitas vezes, e isso sim está errado, é levarmos o parecer de quem nos ouve à letra. Todas as atitudes que se tomam depois disso já não nos pertencem. Estaremos a agir como aquela pessoa o faria se estivesse no nosso lugar, mas NÃO ESTÁ! Quem está envolvido és TU e não ela!

Eu vivo bem com a pele que tenho.

Sei que dou demasiado aos outros e nem todos me retribuem como seria justo. Somos todos diferentes. Aprendi que o melhor “pagamento” que um amigo me pode oferecer após algum “presente” meu é sem dúvida um sorriso. É um acto nobre, eu sei, mas no fundo confesso que existe uma parte de mim a desejar mais. Não sou imune ao egoísmo! Óbvio que quem me conhece e sabe desta minha “qualidade” me elogia. No entanto, quando se trata de algum rapaz por quem eu esteja embeiçada, a coisa muda de figura. Sou criticada por dar demasiado e como tal torna-se justificável a perda de interesse do moço.

Ora, queridas amigas, conhecem a palavra “conquista”?

Ah! Não, pois, vocês só conhecem a palavra “jogo”! Aquela treta do “dar pra trás”, “dizer que não por mais que se queira dizer que sim”!

Lamento, posso ficar solteirona pró resto da minha vida, mas não vou deixar de ser quem eu sou! Odeio jogos! Odeio ter de fingir atitudes, mentir, fugir, quando no fundo sou alguém que gosta de mimar, oferecer, acarinhar, dar, dar, dar, dar… Acredito que um dia vai aparecer o homem que se vai perder de amores por eu ser assim “oferecida” (risos)!

Além do que, numa relação, para ela durar, é necessário haver conquista diária. Não vejo a minha mãe fazer jogos com o meu pai ao fim de 30 anos! Aquilo que eu vejo são acções constantes de provas de amor, respeito, carinho. Isto sim conta quando se vive o sentimento.

Fiquem lá com os vossos jogos de paixões efémeras. Eu vou continuar a conquista do amor incondicional.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pintei um quadro colorido com o lápis de carvão que me deste.




As pessoas são interessantes quando estás constantemente a descobrir algo novo nelas e isso te agrada. Apaixonas-te facilmente por gente interessante, assim como te desapaixonas quando elas se tornam desinteressantes.

O tempo fez-me perceber que é impossível gostares de alguém que vive num mundo aparte do teu. É na convivência que se criam os laços, o sentimento, a vontade de continuar, que se mantém a chama da paixão.

Tu… estás cada vez mais distante do meu mundo. Reapareces de vez em quando, fazes-me tremer da cabeça aos pés, fico em estado gelatina, de morango, durante alguns minutos, admito. No entanto, quando consigo espaço para criar uma bolha que nos envolva vejo as tuas mãos procurarem incessantemente os bolsos para sacarem daquela agulha com o bico afiado de forma a rebentá-la. Os teus lábios cerram-se. O diálogo é cada vez mais curto e monótono. O assunto base é quase sempre o mesmo: nós e a impossibilidade de haver um “nós”! Canso-me de te ouvir, canso-me de me ouvir, canso-me de nos ouvir, canso-me, canso-me do esforço e do cansaço de estar cansada!

Olho-me ao espelho e quase que sinto dó de mim mesma. Não devia. Realmente, deveria ter dó de ti. Eu lutei. Quando soube que te senti lutei por manter o sentimento por ti. Tu disseste que sentiste e fugiste. Usaste aquele discurso básico de que “o problema sou eu, não és tu!”. Bullshits!

A esperança esvai-se. Cada vez menos acredito que existe uma continuação para o que vivemos. E não é por tu não quereres. Hoje, posso garantir que é por eu estar, a cada dia que passa, a fazer menos questão que isso aconteça. Tudo se perdoa, mas nada se esquece. Creio que não vou ser capaz de ignorar a merda que fizeste. Com intenção ou inconscientemente, brincaste com os meus sentimentos. Eu confiei em ti cegamente. Acreditei em todas as palavras que me disseste, fiquei atenta a todos os gestos que fizeste, aceitei todos os defeitos e inclusive transformei-os em simples pormenores, características únicas da tua personalidade. Pintei um quadro colorido com o lápis de carvão que me deste. E tu não foste capaz de ser verdadeiro comigo, não colocaste o teu egoísmo de lado, foste ao longo do tempo alimentando a minha fome com pequenos pedaços de maça verde, agridoce. Fazias questão de descascar a maçã, separar as cascas, cortar aquela peça de fruta, não outra, aquela, pois sabias que me iria fazer lembrar de ti, e colocavas num prato pequenos nacos formando desenhos. Se me tivesses simplesmente oferecido a maçã eu poderia dizer que teria interpretado de forma errada as tuas intenções, mas tu fizeste os desenhos, rascunhos simples que até uma criança saberia interpretar. Foste indecente.

Não, não esperes que te odeie. Simplesmente… quando acordares amanhã, eu já não estarei lá, naquele local onde sempre estive, à espera que aparecesses para cumprir todas as promessas que fizeste, para continuar aquela longa caminhada a dois, a par.

Terminei neste momento de fazer a minha mala e vou seguir viagem. Vou colocar o pé na estrada e percorrer caminhos sem mapa, porque não interessa onde estarei daqui a uns meses pois, por mais que o meu sentido de orientação seja péssimo, não precisarei de me lembrar do caminho de volta. Não quero de forma alguma regressar a este lugar. Se um dia mudares de ideias, podes sempre lançar-te em viagem, procurares as minhas pegadas...ou quem sabe nos cruzemos, num outro local, numa outra altura, de outra forma, e aí sim, começarmos uma nova jornada lado-a-lado com a certeza de que ambos queremos seguir o mesmo caminho.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Num acorde de guitarra vês o mundo mas ninguém te vê"


O tempo a mim nada me diz.

A intensidade com que se vive esse tempo fala-me a cantar.

Existe a incerteza do que poderia ter sido se não me tivesses deixado.

Mas acima de tudo há a certeza de que foi real(mente)… intenso.

As memórias soam-me aos acordes que outrora saíam da tua guitarra. É sem dúvida das melodias mais belas que alguma vez ouvi. Não, não é perfeita. É cheia de pormenores. Tem vários defeitos que de tão característicos que são se tornam qualidades.

É confortante rever-te através do som. Não dá espaço para não te gostar. Sinto a tua falta, mas é como se estivesses sempre presente, em cada nota, em cada letra…em cada música.

Com um brilhozinho nos olhos...


As minhas mãos tocam nas tuas acidentalmente. Sinto um gelo intenso. Arrepio-me. A tua pele continua macia.

Retiro-me. Não posso entrelaçar os dedos. Tenho de abandonar.

O meu corpo distancia-se mas os meus olhos seguem-te.

A essência que paira no ar enlouquece-me. Sinto como se o teu perfume me estivesse a acompanhar, ao mesmo tempo em que me abraça e me faz acreditar que não é hora de partir.

Está uma noite fria de inverno e o licor do deus Baco parece ser a companhia perfeita. A cada gole os teus olhos ganham brilho e o teu sorriso rasga na minha direcção. Será este veneno dos deuses sinónimo de um estado de alteração total da realidade ou será a única fórmula mágica para atingir a verdadeira essência da tua pessoa?

Gosto de ti envenenado. Verdade ou mentira, os teus olhos resplendecem e não me fogem. O teu sorriso alimenta-me. Naquele pequeno instante preenchi-me de certezas. Desejo que o tempo pare...

Preciso de me libertar...

deviantart.com/wonderwall

A solidão é gelada como a noite fria de Inverno.

A cama parece demasiado grande para uma só pessoa. O sofá, por mais pequeno que seja, faz lembrar tempos em que te aninhaste nele com outra pessoa e o espaço parecia não ser problema.

Estás sozinha, completamente sozinha.

O silêncio enlouquece-te. A música ao fundo serve de conforto, mas o shuffle acaba sempre por te atraiçoar e o efeito mojo pin da tua playlist reaviva-te a memória. Um dia já te sentiste completa. Houve alguém.

Há uma lágrima que te percorre a face. Não entendes como chegaste a este ponto, ao cúmulo do desespero por um abraço. De quem? De alguém ou daquele alguém?

Tu… ele… confusão!

A tua vida está uma autêntica bagunça. Se o teu coração fosse uma casa para alugar, então terias de colocar no anúncio que o último inquilino a deixou em mau estado. Estás a precisar de uma limpeza e de algumas obras, pois até a canalização ficou danificada.

Bagunçada…

Desarrumada…

A questão que se coloca, ainda, é se o inquilino que lá morou estes últimos meses realmente pretende mudar de habitação, pois cada vez que abres a porta daquele amplo espaço reparas que ele mantém alguns dos seus objectos pessoais por lá espalhados. Enquanto senhoria simplesmente não sabes o que fazer, pois ele ora diz que vai rescindir o contrato ora diz que ali se sente em casa.

Era uma simples decisão, uma decisão coerente e constante.

Da próxima vez que abrires aquela porta vais desejar entrar e ouvir o som das cordas da guitarra, mas se ele decidir entregar-te as chaves, pelo menos saberás que aquele espaço nunca mais pertencerá aos dois.