quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quero fugir e meditar...


http://www.dailyscrawl.com/seven-years-in-tibet

Como eu gostava de agarrar numa mala e ir para bem longe daqui. Ir para um país diferente onde não conhecesse ninguém. Começar uma vida nova. Estar sozinha.

Sinto que há coisas em mim que precisam de ser mudadas. Deparo-me com defeitos que não quero que façam parte de mim.

Preciso tanto de crescer… De aprender a viver com a solidão. De não depender tanto das outras pessoas. De não dar tanta importância às outras pessoas. Quero tempo para mim. Não quero cair mais na tentação de falar do que não devo com quem não devo. Não quero ser influenciada pelos conselhos dos outros. Quero ganhar segurança em mim. Saber quem sou e afirmar com orgulho todas as opções que tomar. Não quero mais sentir-me insegura sobre mim, sobre os meus actos.

Quero desaparecer para descobrir quantos amigos tenho de verdade. Quem são aqueles que no meu regresso ainda cá estarão. Quero estar longe para aprender a não ter tanta necessidade de partilhar as minhas tristezas, a minha felicidade, a minha vida…com quem não devo. Quero aprender a conhecer as pessoas antes de confiar nelas.

Quero aprender a controlar-me, principalmente no que diz respeito aos impulsos. Saber quais os meus limites. Aprender a lidar com a carência. Ou simplesmente aprender a gostar de estar sozinha e não me sentir carente.

Tenho obrigatoriamente que crescer à força, pois não me sinto bem com algumas das particularidades desta minha pele!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No caminho certo!

http://clalima07.blogspot.com/2010/08/caminho.html


As saudades que eu tinha de mim, desta minha paz, da tranquilidade que o meu ser me dá, de estar sozinha, de não pensar em ninguém, de pensar em toda a gente, de escrever para mim, de desabafar para mim, de me ler, de me analisar, de me conhecer, de me questionar, de me responder, de me encontrar.

Depois de tanto tempo perdida, sabe mesmo bem ter-me reencontrado.

Amor Vs Paixão


http://www.instituto-camoes.pt/


Irrita-me profundamente perceber que a maioria das pessoas que me rodeia, quer sejam amigos ou simples conhecidos, não evolua sentimentalmente. Por vezes dá vontade de lhes gritar ao ouvido: creeeeeeeeeeeeeesce!

É ridículo ver gente adulta confundir paixão com amor. É triste assistir ao ultrajar do “Amo-te”.

Meus amigos, por alguma razão a nossa língua é complexa e possui várias palavras semelhantes mas cada uma delas com um significado próprio! Que tal começarem a pensar em português? Esqueçam a influência americana e a teoria dos Clã de que “devia ser como no cinema, a língua inglesa fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém”. Um “I love you” pode significar muita coisa como pode não significar nada do que estás à espera. Já o nosso português tem várias expressões, essas sim, que não atraiçoam nem quem as diz nem quem as ouve. Sintam meus queridos. Analisem. Quantifiquem. Qualifiquem. Vivam. Pensem. E aí sim, abram a boca e digam numa só palavra o que vos vai na alma. Porque a diferença de um “Gosto de ti” ou de um “Adoro-te” para um “Amo-te”, na minha humilde opinião, é indescritível!

O amor é um sentimento que nasce do conhecimento, da (con)vivência, requer tempo e dedicação. Não existe “amor à primeira vista”! Tu não amas quem não conheces. Podes nutri-lo por um(a) amigo(a) ou por alguém que imaginas que será o pai/a mãe dos teus filhos, a pessoa com quem pretendes envelhecer. Mas esse amor não nasce em dois dias, é construído.

Amar alguém é amar as suas qualidades, os seus defeitos, os seus pormenores, os seus tiques, os seus dias bons, os seus dias maus, a sua postura num dia de Inverno, a sua postura num dia de Outono, a sua postura num dia de Primavera, a sua postura num dia de Verão, o seu sorriso alegre, o seu sorriso tranquilo, o seu sorriso eufórico, o seu sorriso triste, o seu sorriso falso, o seu passado, o seu presente, o seu futuro.

E acredito que seja nas piores fases de uma vida que ele mais se revela, porque é quando tu sofres a par com outra pessoa, quando choras ao vê-la chorar, quando moves montanhas para lhe colocar um sorriso na cara, quando corres este mundo e o outro só para lhe dar um abraço, quando a sua ausência te consome o interior de saudade, quando não conseguires imaginar a sua morte, quando percebes que a sua existência é um dos alimentos para a tua sobrevivência, aí sim tens a certeza absoluta que a amas.

Amar outra pessoa é deixá-la fazer parte de ti, é permitires que seja uma influência em ti, é seres quem és porque ela existe, é deixá-la ser as partículas de oxigénio que respiras e teres orgulho na combustão de carbono que consequentemente expiras!

Já a paixão não passa de uma atracção, em grande parte física, que vem e na maioria das vezes não fica, não evolui, simplesmente extingue-se. É aquele sentimento de desejo que sentes quando conheces uma pessoa que te atrai, aquele encantamento quando ela diz ou faz algo que te desperta o interesse, aquela ansiedade de a conheceres melhor porque acabaste de perceber que ela tem algo em comum contigo, são as borboletas na barriga, é o adormecer a pensar nela, é acordar e ser o teu primeiro pensamento, é não largares o telemóvel o dia inteiro só para ter uma sms ou um telefonema dela, é viveres dias/semanas/meses ansiosa, é a adrenalina do desconhecido.

E só existem três finais para a paixão: ou se extingue, ou se estagna não tendo futuro ou evolui e sobrevive a par com o amor.

E é quando duas pessoas apaixonadas descobrem que se amam e juntam os dois sentimentos que a chama se mantém e acontecem finais felizes.

Por amor de Camões, deixem de ultrajar a nossa língua e a vocês mesmos com palavras que não acompanham os vossos actos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O encantamento por uma ilusão vs a realidade de mais uma desilusão

O tempo passa e as experiências crescem e a única conclusão que tiro de todos os envolvimentos que tive até hoje é que não passaram de meras ilusões! Não queria de todo generalizar e criticar a classe masculina, pois talvez tenha tido azar ou tenha feito escolhas erradas… O que é certo é que todo o encantamento que senti e me fizeram sentir não passou de uma ilusão.

Não entendo porque é que “os homens” dão tanto quando me conhecem, elogiam, dizem que sentem isto e aquilo e depois de me terem encantado fogem. Parece que sou um troféu… depois da conquista arruma-se na prateleira e segue-se a próxima! Qual é a necessidade de exacerbar sentimentos que não passam de uma mentira? Alguém que me explique! Será que eles sabem o peso das palavras? Não seria mais verdadeiro dizer “gosto de estar contigo” ao invés de um “gosto de ti”. Para quê iludir as pessoas com farsas? Onde é que está o respeito? Porquê fazer promessas para um futuro quando ainda não há certezas? Para quê dar segurança quando se está inseguro?!

Oh raiva!

Os anos passam e as histórias repetem-se! Onde está a excepção à regra? Anseio tanto por viver algo real…

Pergunto-me se o problema estará em mim, nesta minha forma de encarar a vida e os sentimentos, nesta entrega total às ditas ilusões… Não quero deixar de ser assim, por mais que doa no final e por mais dura que seja a desilusão. Quero continuar a acreditar que existe por aí alguém em busca do mesmo “amor incondicional”, que valorize a minha rendição ao outro ser, ao sentimento, às palavras que são trocadas, aos gestos, à companhia, ao respeito, a tudo o que nos envolva. Essa pessoa existe, eu sei! Chamem-me inocente, chamem-me a eterna romântica, chamem-me o que quiserem!

Se o amor entre um homem e uma mulher não fosse tão essencial para o ser humano, então o “normal” seria haver mais pessoas solteiras do que comprometidas, certo? E não me venham com as tretas da “procriação”, pois hoje em dia uma mulher não precisa de um homem (ao seu lado) para ter filhos. É a lei da vida, sim. Mas o companheirismo, o sentimento entre dois seres é superior a ela. Acredito que a indispensabilidade da partilha de uma vida com outro ser humano seja uma necessidade tão básica como outras de nível fisiológico. O mundo está em constante mudança, muitos dos valores das antigas gerações não são os mesmos da geração de hoje, mas a necessidade referida mantém-se desde as eras mais remotas. O amor não nasceu ontem, sempre existiu. Assim sendo, respondo-me a mim mesma que o problema não pode estar em mim. Eu sim estou correcta! Sei o que quero, o que preciso e, acima de tudo, o que mereço.

Se ainda não sei o que é “amar” um homem não foi por falta de empenho da minha parte, muito menos de entrega. E se há coisa para a qual não tenho paciência é para esses jogos do “não podes dar demais se não perdes o interesse”, “tens de dar para trás”, “tens que fazer isto e aquilo”! Não, não tenho nada, porque eu procuro estabilidade emocional e gosto de me sentir especial, importante, adorada pela outra pessoa. Por isso não quero jogos! Quero entrega! Quero companheirismo! Quero alguém que busque o mesmo que eu! Bata as vezes que bater com esta cabecinha, chore o que tenha de chorar, erre o que tenha de errar, a luta vai continuar e o medo da mágoa vai ser bem escondido pois quando houver uma próxima pessoa vou sorrir e acreditar da mesma forma como se fosse a primeira vez!

Um dia vou passar da fase “estar apaixonada” para a fase “amar incondicionalmente”! (E aqui surgiu uma boa frase Nicola ahahaha)

I'm back!





















"Que estranho destino é o meu que apenas me consente paixões ardentes e me faz esgotar em amores improváveis."

José Manuel Saraiva