sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Emptiness...

Imagem: Marília Campos


Por vezes sinto-me invadida por dúvidas. Desconfio de cada pensamento, de cada memória, de cada certeza incerta, de cada momento.
Outras vezes sou esbofeteada com acções inconscientes que vêm provar, ou justificar, que tudo o que estou a viver não é uma ilusão.
Seria bem mais fácil não acreditar em mim mesma se não me deparasse a adormecer todos os dias agarrada a uma foto tua. Se cada vez que saísse à rua não olhasse para cada canto, cada parede, cada banco, cada pedaço de calçada, cada café, cada porta, e não me lembrasse de ti. Mesmo que eu quisesse fugir tu estás em todo o lado, a toda a hora.
Esta cidade perdeu o encanto na hora da tua despedida.
É uma sensação de vazio que não tem descrição possível...
Aos poucos vou-me acostumando.
Tento acreditar que vai passar.
Quero crer na possibilidade do exagero de uma realidade simples que estou a tornar complexa.
Não sei mais o que pensar, o que dizer, muito menos o que fazer.
Limito-me a vaguear entre a multidão que me rodeia seguindo trajectos desenhados pela solidão.
Nestas alturas sabe bem ser cega, surda e muda. Só eu sei o que sinto, o que não sinto, o que quero, o que deixo de querer, o que tenho como certo e o que é incerto.

Oh tempo, passa rápido…

4 comentários:

Unknown disse...

"Oh tempo, passa rápido…"

Gata, estás louca, sabes muito bem quem mata tempo não é assassino, é suicida! Além de mais, és superior a esse tipo de coisas. Falta-te é teres saidas e pessoal que te puxe para a diversão. Estares sozinha em casa não ajuda, precisas de curtir e deixar de pensar no que te magoa, o tempo cura tudo (fala a voz do ancião, lol). Mal possa vou a Coimbra e acredita que até vais andar de lado!!

Acorda pra vida, onde anda a positivista que eu adoro?

Kiss aguardando ser entregue.

Miho disse...

Nestas alturas sabe bem ser cega, surda e muda. Só eu sei o que sinto, o que não sinto, o que quero, o que deixo de querer, o que tenho como certo e o que é incerto.


Eu repito para ver se ENTRA!

Unknown disse...

Essa do entra tem muito que se lhe diga, muitas vezes te avisei do que podia acontecer, mas não ENTROU. Gata é uma experiência, e como é típico das experiências, passas por elas, aprendes e segues em frente, mais tarde ou mais cedo... Acredito que isso aconteça, quando é que não faço ideia. Mas sinto falta desse sorriso que apesar de não ver, devido a distancia, deixei de sentir e isso sim preocupa-me.

Miho disse...

Só o tempo poderá dar-me a resposta.
Sei que já me deste esses conselhos outrora e muitas das tuas previsões acabaram por ser certas. Mas acredita que são realidades muito diferentes.
Não estou a dizer que não tenhas razão, muito pelo contrário. Eu própria tento pensar do mesmo modo que tu, para o meu próprio bem.. só que nem eu nem ninguém pode garantir o futuro deste sentimento.
O sorriso pode estar abafado, mas ainda rasga por saber que tenho pessoas como tu do meu lado, acredita! Sabes bem que valorizo cada partícula desta vida e nisso incluo os amigos e os momentos com eles partilhados.
Mas sinceramente neste momento não quero ouvir previsões, muito menos que subestimem o que sinto, tal como eu o fiz. A realidade é que infelizmente tenho o poder de sentir e viver tudo intensamente, muito intensamente... porque não tenho medo de sentir, sinto e pronto.
Quero e preciso do teu apoio, mas não quero opiniões, não neste momento! Preciso que me deixem reflectir sozinha e tirar as minhas próprias conclusões sem ser influenciada por ninguem.

Adoro-te gatinho e prometo que este sorriso vai continuar a rasgar por amigos como tu, mas não me peças para ficar indiferente ao que sinto e ignorar a realidade indo para os copos, porque sabes bem que não é assim que se conseguem realizar sonhos, desejos e metas até à felicidade.

Beijinho*