sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A incerteza do amanhã...

Imgem de Graça Loureiro

A vida dá muitas voltas…
Hoje temos ideais que amanhã chamaremos de tolices. Hoje amamos pensando que será para sempre e amanhã amaremos com o mesmo pensamento mas alguém diferente. Todos os dias aprendemos a viver, porque a nossa casa é a chamada “escola da vida”.
Irrita-me profundamente não saber se aquilo que sinto e penso se prolongará ou se cairá na efemeridade do tempo. Sei o que não quero, mas nunca tenho a certeza do que quero. Também sei que não sou a única a viver esta realidade, muito pelo contrário, toda a gente a vive, mas nem todos se preocupam com o amanhã.
Gostava de viver cada dia pensando que era o último, que a intensidade do hoje prevaleceria o pó em que me tornaria no amanhã.
Impossível.
Sou demasiado consciente para isso. Penso demasiado. Tenho medo de magoar quem me rodeia e principalmente de me magoar a mim.
Ontem achava que conhecia o amor, hoje conheci a paixão. Haverá diferença? E o que dizer quando aquilo que era tudo se torna em nada e de repente alguém se torna em algo. Não sabes bem como classificar o que sentes, pois um dia colocaste alguém num altar e depois a magia desfez-se sem dares conta. E agora? Como é que consegues saber se é mais uma ilusão ou se é mesmo realidade?
Comparas situações… relembras momentos… e chegas à conclusão que não existe comparação possível, mas mesmo assim a dúvida persiste!
Fecho os olhos e vejo-te, da mesma forma que te vi da primeira vez. Dá-me um arrepio. A química que compõe os nossos corpos fez reacção ao primeiro olhar e ambos explodimos ao primeiro toque.
Lembro como do nada me agarravas pela anca e dançavas comigo ao som da musica de fundo e me obrigavas a voar até outra realidade paralela; ou quando me deitava no teu colo e sentia o encaixe perfeito. Ao teu lado deixei fluir todos os meus desejos. O toque era mais intenso, o olhar era profundo, o beijo arrebatador. Nunca em toda a minha vida fui tão…eu mesma.
Agora tenho saudades das loucuras, dos abraços, do carinho, de tudo, de ti.
Mas será que amanhã sentirei o mesmo? Serás mesmo tu, ou será apenas a necessidade de ocupar o vazio que tende a não ser complementado?

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