Ao olhar em redor vejo uma nação viciada em Prozac. Médicos que se tornam dealers ao receitarem anti-depressivos. E um filme que demonstra isso mesmo.
Em qualquer parte do mundo vemos pessoas a darem espaço à tristeza, a darem lugar a lágrimas constantes. Fecham as portas a qualquer aresta de felicidade que possa querer entrar. A única coisa que vêem à sua frente é o mal que a vida pode oferecer e oferece. Esquecem que existe o lado bom.
Uma rua suja, vitrinas com roupas que ninguém pode comprar, pontas de cigarros em cada centímetro de chão, cafés com esplanadas cheias… é a imagem que muitos vemos diariamente. Ao caminharmos entre tudo isto observamos sorrisos, gargalhadas, abraços, olhares… e pensamos nós que estas pessoas são felizes. Serão mesmo? Aquilo que eu vejo é um disfarce constante. Olhos que não mentem. Pessoas que sorriem na rua e em casa derramam lágrimas sangrentas. Gente que pensa todos os dias em encostar uma lâmina aos pulsos.
Mas em que mundo vivemos nós?
Serei eu uma farsa?
Parece que não encaixo nesta Nação Prozac.
Por mais dor que sinta, por mais escura que pareça esta saída, por mais difícil que pareça aceitar uma perda, eu não me consigo sentir infeliz na totalidade do termo. Não aceito derrotas daqueles que me rodeiam. Não suporto conversas depressivas. Odeio ouvir alguém queixar-se disto e daquilo tendo em conta que o mal de que se queixam não é sequer comparável ao que já passei um dia.
Toda a dificuldade que se me apresenta é ultrapassada por mim com sabor de vitória. Todos os erros que cometi são enaltecidos. Todo o meu passado é responsável pela pessoa que sou no presente.
Não é de valorizar tudo isto? É o mal que nos fortalece! É a tristeza que nos faz saborear a alegria.
Muitos são os sonhos que não consegui realizar. Sentimentos que se perderam com o tempo, outros que por mais que devessem não se perdem. Mas, não é isto parte do chamado “viver”?
Não me venham com histórias de que a sociedade não vos aceita. Quem não se aceitar a si próprio nunca irá ser aceite por ninguém!
Sinto muito não ter paciência para ouvir aqueles que recorrem ao meu ombro quando se sentem tristes. Deixei de ter paciência para melodramas sem fundamento. Não suporto ouvir alguém dizer que ama este ou aquele quando no fundo não sabem sequer o significado do verbo amar. Pessimismo não é comigo.
Sinto muito que eu não encaixe nesse vosso “mundinho” triste.
Prefiro ser diferente.
Renuncio à vossa Nação Prozac.
Estas palavras foram dedicadas ao Joel.


4 comentários:
Penso que te compreendo... também por vezes sinto não encaixar numa série de ideias e comportamentos com que sou diariamente confrontada, mas acabo por me mentalizar que não vale a pena pensar muito em tudo isso...
Fica bem. Bjs
Ora cá está a menina a entrar no caminho do bem... Nada como uma dificuldade para dar sentido ao ultrapassar da mesma.
"A vida é um período de férias cedido pela morte..."
Não percam tempo em sentir o mal que inevitavelmente surge mas sim a usufruir tudo aquilo de bom que nos rodeia. Esta gata já aprendeu a lição agora só resta o resto do planeta :P Positivismo não é uma religião mas bem que poderia ser (sem quaisquer cu$tos adicionais para os seus membros).
Don't worry, be happy!
ola
olá de novo, querioda miho!
Vim ler o texto e deixar-te mais um abraço em agradecimento feliz, mesmo muito feliz por me teres recuperado a minha identidade!!
Sobre o texto, miho:
Existe a tristeza em redor, sim. Ela existe por todo o lado. Mas também é a tristeza que pode ajudar mais claramente a reconhecer a alegria! Há que percorrer os caminhos!
O ser humano veio equipado com as suas fortalezas mas também com todas as suas fragilidades! Dou por mim a pensar muitas vezes:
Que os mais fortalecidos, pelas alegrias e até pelas próprias tristezas, sempre tentem, lutem e persistam em amparar os mais débeis, guiando-os, como luz, a bons portos.
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